O que faz a área de Desempenho?

O líder da área de Desempenho da equipe Montenegro do ITA é o Fernando Fiorini, e foi com ele que nossa equipe buscou saber um pouco mais sobre a área. Confira abaixo:

-Quais as principais tarefas da área de Desempenho?

Estuda as condições de voo do avião, principalmente a parte da decolagem, ponto crítico da competição. Calcula a distância de decolagem e pouso, a razão de subida da aeronave durante a decolagem, determina o MTOW (peso máximo de decolagem, em inglês). Também escolhe qual o melhor motor dentre os disponibilizados no regulamento da competição.

-Se houver pane no motor durante o voo, é possível pousar o avião em segurança?

-Como o avião do Aerodesign voa em baixas altitudes, há possibilidade de pousar sem o motor se o avião já estiver na aproximação pro pouso.

-São diversas as opções de motores para a competição? Em geral, o peso dos motores permitidos é significativo para a aeronave?

O peso do motor corresponde a aproximadamente 25% do peso total da aeronave, então é muito significativo. O regulamento disponibiliza 4 tipos de motores, e cabe a área de Desempenho escolher qual usar.

-Como os motores são previamente indicados pela competição, como a área de desempenho pode, obedecendo às regras da competição, somar  alguma vantagem em relação às demais equipes?

Como o motor é escolhido previamente pelo regulamento, cabe a equipe otimizar o resto do avião para somar mais pontos na competição.

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O que faz a área de Cargas e Estruturas?

Para responder a esta pergunta, recorremos ao chefe de área da equipe Montenegro (categoria regular), Victor Raniery. Confira abaixo:

-Bons aviões de aerodesign costumam ser otimizados para trabalharem em condições extremas, sejam elas de manobras ou de carregamento de altas cargas. Quais as principais tarefas da sua área no que tange a isso?

-Projetar o avião para suportar os esforços nas situações críticas da maneira mais eficiente (minimizando a massa).

-Como são feitos os testes para saber se a aeronave aguentará os esforços a que será submetida?

-Realizam-se ensaios estruturais e voos submetendo determinados componentes do avião em sua situação mais crítica.

-Entre outros aspectos, a área de Cargas e Estruturas deve planejar uma estrutura bem leve. Cerca de quantos quilos pesa um avião de aerodesign?

-Um avião de aerodesign competitivo pesa entre 1,4 e 2,3 Kg.

-É comum ocorrerem problemas nas estruturas do avião durante os voos? Se sim, quais os mais frequentes?

-Não é muito comum a ocorrência de problemas estruturais, mas eles acontecem às vezes. Os mais comuns que acontecem com a aeronave são os que envolvem os componentes de trem de pouso, portanto durante as fases de decolagem e de pouso. Muitas vezes porque é difícil a estimativa das cargas de pouso, o que pode deixar alguns desses componentes subdimensionados.*

-Quantos dias se leva para construir todo o avião de aerodesign? Quantas pessoas costumam trabalhar no projeto de construção?

-Quando a equipe está engajada, demora no máximo 4 ou 5 semanas caso ela esteja com poucos membros (seis, por exemplo).

*Essa pergunta foi respondida por Vinícius Maia, líder da área de Cargas e Estruturas da equipe Leviatã (categoria Advanced).

MAIS UM VOO DE SUCESSO ✈

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Ontem, após vários meses de dedicação e de trabalho árduo, nossa equipe TIAMAT realizou voos bem-sucedidos para o Torneio de Acesso à Competição SAE Brasil Aerodesign 2017!!

A equipe demonstrou muita competência e personalidade ao optar por construir um biplano de superfícies laminadas em fibra de carbono, algo inédito no AeroDesign ITA e que também não é comum no AeroDesign brasileiro.

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Apesar dos insucessos obtidos nas primeiras 5 tentativas de voo, em que a aeronave caiu e precisou de alguns reparos, o resultado final, fruto da união e da persistência de toda a equipe, foi bastante gratificante!

Destaca-se ainda que o capitão da equipe, Róger Ghedin, pilotou o avião pela primeira vez, evidenciando muita habilidade ao manobrá-lo de forma irrepreensível.

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Gostaríamos de expressar nossos sinceros agradecimentos ao Thiago Barbetta, que realizou a minuciosa tarefa de pilotar o avião com sua carga máxima, e ao Levi Medeiros, que gentilmente transportou a equipe até o CAPI, onde os voos foram realizados.

Agora, todas as atenções se voltam para nossa equipe LEVIATÃ, que defenderá no início de novembro o título de campeã brasileira da classe Advanced!

Resgate Histórico #3

Em 2003, o AeroDesign ITA participou da competição nacional com duas equipes: a 15-BIS e a Leviatã. Pela primeira vez, uma mulher capitaneava um time iteano de AeroDesign: Mailema Santos, à frente da 15-BIS, exerceu papel de exemplar liderança no grupo, que se destacou principalmente pela qualidade do projeto e pela apresentação durante a competição.
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Gentilmente, a Mailema respondeu às perguntas que lhe fizemos acerca de sua incrível trajetória no ITA e no AeroDesign.


1. Como conheceu o AeroDesign ITA, e o que lhe motivou a participar da iniciativa?
Através de turmas anteriores. A primeira participação do ITA no AeroDesign foi com o pessoal da 01 (sou 04) no ano de 2000. No ano de 2002 eu pude ajudar a equipe vigente nos dias que antecederam a competição e me animei para entrar desde o início do ano no projeto em 2003.

2. Como fazia para conciliar os estudos acadêmicos com as atividades do AeroDesign? A participação na iniciativa e nas competições, de alguma forma, lhe motivaram a enfrentar os desafios da graduação no ITA? 

É difícil conciliar qualquer atividade extracurricular com o ITA, mas é justamente esta flexibilidade que o mercado de trabalho precisa. O ano em que participei do AeroDesign me rendeu muitas noites mal-dormidas, mas valeu a pena. Organização é a palavra chave. Trabalhávamos muito nas semanas que tínhamos menos provas, bem como semaninhas e até férias do meio do ano. Assim conseguimos participar da competição e sobreviver ao ITA.

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3. Para você, qual foi o fato mais marcante de sua trajetória como membro do AeroDesign? 

No ano de 2003 tínhamos 2 equipes do ITA no AeroDesign (a do 15-Bis e a do Leviatã). Embora fôssemos separados no papel, éramos muito unidos e todos contribuíam para ambos projetos. O fato mais marcante foi o ensaio em voo do nosso primeiro protótipo do Leviatã. Após meses de trabalho árduo, ele caiu, a poucos dias da competição, por flutter. Não tínhamos avião reserva e sequer dinheiro para construir outro. Toda a equipe achava que era o fim. Até que o Flávio se levantou e falou: nós vamos reconstruir o avião e acertar isso! Olhávamos para ele com aquele pensamento: “é impossível!”. Mas tornamos o impossível, possível! Engraçado que, depois de tantos anos, nem me lembro como o fizemos, mas participamos da competição!! E é isso que ficou na minha memória.


4. Como se sente ao se dar conta de fazer parte da história do ITA no AeroDesign e ao enxergar o atual crescimento da iniciativa?   
Fico muito orgulhosa, mas a história não é construída por uns e outros. É construída por todos. Se o AeroDesign está onde está atualmente é porque as gerações que nos sucederam mantiveram o AeroDesign na história do ITA.

5. Quais os principais valores aprendidos durante sua participação no AeroDesign? Eles influenciaram, de alguma forma, as suas escolhas ao longo de seu processo de crescimento profissional e pessoal? 
Trabalho em equipe, paixão pela aviação e empreendedorismo. Com certeza estes valores influenciaram todos que participaram da equipe. Muitos foram trabalhar no setor aeronáutico e outros, embora não estejam trabalhando diretamente com aviação, estão aplicando os conceitos de gestão de projeto, comunicação, companheirismo e inovação em seu dia-a-dia.

 6. Qual mensagem gostaria de deixar para os atuais membros? 

Decolem junto com seus aviões!!


CENIC: Nossa grande parceira! ✈

Cenic e AeroDesign ITA

Localizada na cidade de São José dos Campos, a CENIC é referência na área estrutural para o setor aeroespacial brasileiro.

Na última semana, a empresa nos doou várias placas de Divinycell, uma espuma de PVC rígida que empregaremos em nossos aviões. A empresa nos forneceu ainda todo o suporte necessário na laminação de algumas dessas placas com tecido de fibra de carbono, o que confere ao material alta resistência mecânica e notável leveza.

A CENIC corresponde à nossa parceria mais antiga. Já são mais de 10 anos juntos. Dessa forma, temos uma gratidão imensa pela empresa, sem a qual muitas das nossas conquistas não teriam sido atingidas.

Portanto, nossos mais sinceros agradecimentos ao Ralph, ao Michel e a todos os demais membros da CENIC!!

Que este vínculo forte nos impulsione novamente rumo ao sétimo título nacional!!!

Resgate Histórico #2

Através de seus incríveis resultados conquistados ao longo dos anos, o AeroDesign ITA tem traduzido o espírito de equipe, a paixão pela descoberta, a resiliência e a dedicação característicos dos alunos que já passaram pela iniciativa. A trajetória de Ricardo Carvalhal, capitão da equipe sobre a qual conversaremos hoje, não é diferente disso.
Sua equipe, a Herdeiros de Prandtl, conquistou em 2002 o 5º lugar geral na competição nacional, diante de aproximadamente 50 outras equipes. Mais importante que esse resultado está o legado deixado: o grupo se destacou pela preocupação em formar um time plural, com alunos de diferentes cursos e turmas. Essa postura permitiu que a experiência se propagasse, minimizando o impacto decorrente da saída de veteranos. Essa foi apenas uma das lições dessa equipe, que consolidou as bases sobre as quais as equipes dos anos seguintes se ampararam para crescer e conquistar resultados cada vez mais expressivos.
 2002

Gentilmente, o Ricardo respondeu às perguntas que lhe fizemos acerca de sua incrível trajetória no ITA e no AeroDesign.


 1. Quais os principais valores aprendidos durante sua participação no AeroDesign ITA? Eles influenciaram, de alguma forma, o seu processo de crescimento profissional e pessoal?
As lições são várias. Para muitos é a primeira vez em que estarão representando uma instituição do porte e da tradição do ITA, o que exige uma postura e atitude especiais. Segundo, espírito empreendedor: nada vai chegar até você! O AeroDesign ITA era um ilustre desconhecido dentro da escola. Lembro que pedimos um apoio para peças na própria divisão, corremos atrás de patrocínio, e tivemos bastante sucesso nisso. Para não me alongar muito, o mais precioso: trabalho em equipe! Pode soar clichê, mas é aquela doação a mais de cada membro para manter o sucesso do grupo!  Lembro que tínhamos asas muito flexíveis, o que prejudicava o controle de rolagem, mas descobrimos o problema a 3 dias da competição. Em suma, precisávamos refazer o avião inteiro nesses 3 dias! Mas não havia cansaço, sono, falta de material ou pressão que detivesse o propósito do time! Lições muito preciosas, que trago no dia a dia da minha carreira.

2-O que foi que lhe motivou a entrar na iniciativa e a participar das competições?

Paixão pela aeronáutica, vontade de fortalecer a presença do ITA na competição e criar uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional para nossas turmas – éramos 8 membros da AER 03 e dois da AER 04. Esse é um ponto legal: fizemos questão de ter dois “bixos” na equipe garantindo que o aprendizado passasse adiante. Depois da nossa equipe, essa abordagem “multiturma” tornou-se bastante comum. Eu ainda achava importante ser “multicurso”, pois éramos uma escola de aeronáutica e os talentos estavam em todo canto, mas não tive tempo para promover essa transição.


3-Como se sente ao se dar conta de fazer parte do início da história do ITA no AeroDesign?

Nosso objetivo era deixar um legado para a escola. É maravilhoso ver que funcionou e trás benefícios não só pela exposição mas também pelas lições preciosas de excelência, empreendedorismo e trabalho em equipe que complementarão a formação acadêmica do ITA por gerações! Havia algumas tecnologias que eram importantes carências nossas,  como a parte construtiva, em que eu sabia que apenas o “tempero” da experiência e dos anos nos colocariam no patamar adequado. Chegamos lá!


4-Já imaginava que o AeroDesign ITA viria a se tornar o que é hoje? Como se sente ao enxergar o crescimento do AeroDesign ITA?

Eu entendia que precisávamos criar uma cultura de projeto e construção. Tivemos times fora de série, como a AER 01 e a Aerolovers, e caras super diferenciados – o Mateus Santa Catarina (AER 01), por exemplo, campeão por ambos e um verdadeiro artesão! No entanto, para mim estava claro que para a perenidade da iniciativa não podíamos depender apenas de talentos individuais e sim da criação de uma cultura e base de conhecimento que permeasse membros e turmas. Em função disso, corremos atrás da formação da equipe mista, de parceiros duradouros, e envolvemos de forma inédita a direção da escola e professores, aumentando o nível de consciência sobre o AeroDesign, quase um ilustre desconhecido até então.

O potencial existia, e acreditava que o tempo nos traria líderes e membros de equipe capazes de usar as bases criadas e dar o salto a frente. Vocês chegaram lá pela gente. E é gratificante notar que algumas das bases foram plantadas lá em 2002.


5-Como era conciliar os estudos acadêmicos com as atividades do AeroDesign? A participação na iniciativa e nas competições, de alguma forma, te motivavam a enfrentar os desafios da graduação no ITA?

Era um tempo de pioneirismo no AeroDesign dentro da escola, e tudo exigia muito esforço e negociação, são várias as histórias! Então era um desafio conciliar tudo, e aqui vai outra visão que tínhamos: sabíamos que a partir do momento em que houvesse mais base de conhecimento e mais compreensão da competição no ITA, teríamos mais apoio e consequentemente tempo para um melhor balanço de todas as atividades.

Bem, passada a competição, acho que toda vez que um veterano do AeroDesign tiver contato com qualquer tópico de concepção aeronáutica ele vai lembrar, ainda que em flashes, daquele “aviãozinho”! E sim, isso acontece já dentro do curso. O bostejo que eu usava para recrutar novos bixos para o AeroDesign era dizer que tratava-se de oportunidade única de ver o avião como algo a mais que um ente matemático. Isso é muito precioso dentro de uma escola de Engenharia.


Fibertex: nova apoiadora do AeroDesign ITA!

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Com grande alegria anunciamos nossa mais nova apoiadora!!
Uma empresa 100% brasileira, que oferece as melhores soluções em produtos têxteis, com tecnologia de ponta e máxima eficiência em seus processos de fabricação.
Empregaremos em nossas aeronaves tecidos de fibra de carbono e de vidro produzidas pela Fibertex, que se tornou referência pela sua grande variedade de produtos e materiais de alta performance, bem como pela preocupação com a qualidade na fabricação desses produtos.
Veja mais informações no site da empresa!